Projetos de MDL na área de tratamento de esgoto podem gerar energia elétrica , reduzindo o consumo de energia, e , diante da redução de metano, proporcionar a obtenção de créditos de carbono.
A viabilização de redes coletoras e estações de tratamento, por parte dos municípios , shoppings centers, redes hoteleiras e/ou condomínios, permite uma solução passível de enquadramento como projeto de MDL, pois, alem de permitir a redução de metano, também contribui para o desenvolvimento sustentável nas regiões onde o tratamento for viabilizado.
Através da utilização de biodigestores anaeróbicos , o lodo de esgoto pode fornecer energia elétrica suficiente para o funcionamento da própria estação de tratamento ,e , também, quantidade suficiente para a negociação ou compensação junto as distribuidoras.
Alem da possibilidade de utilização em municípios e condomínios,existe,também, a possibilidade de viabilizar o mesmo projeto em estações de tratamento de efluentes industriais , em alguns setores como industria alimentícia ( atomatados, conservas, citricultura, frigoríficos, etc. ) e celulose.
Portanto, o que atualmente eh considerado como despesa ( pois industrias e municípios precisam destinar o lodo para aterros sanitários ou lixões ,ou, na pior hipótese , destinando o esgoto diretamente nos rios, sem qualquer tratamento, correndo o risco de atuações ambientais ), pode virar lucro, diante das seguintes situações :
- aproveitamento da energia elétrica decorrente do biogás gerado;
- venda ou utilização própria do adubo orgânico ;
- redução do consumo de água , pela utilização após o seu devido tratamento;
- diante das reduções de metano, a negociação dos créditos de carbono.